Personagem: Antônio Carlos Gomes – O maior músico campineiro

Descrevo aqui o maior orgulho da cidade de Campinas na área artística musical; o grande artista na arte lírica internacional, autor de óperas de envergadura encenadas nos grandes teatros do Velho Mundo.

1836 – Em 11 de julho, nascimento de Antônio Carlos Gomes, em Campinas na rua da Matriz Nova, 50 (hoje Rua Regente Feijó, 1251).

Acima foto do Manoel José Gomes (Manéco Músico)

Pais: Manoel José Gomes (Maneco Músico) e Fabiana Maria Jaguary Cardoso.
Padrinhos: Bento da Rocha Camargo Maria Candelária (mulher de José Custódio).
Irmãos: José Pedro Sant’Ana Gomes (Juca Músico), Manoel Gomes, Thomaz Gomes, Joaquina Gomes e Ana Gomes Funk; todos músicos.


Na foto acima de 1954, mostra o local onde nasceu Antonio Carlos Gomes (Rua Regente Feijó). Nota-se que existe uma placa dizendo do fato.

1844 – Em 26 de julho, sua mãe com 28 anos é brutalmente assassinada a facadas. Perto de sua residência, o evento aconteceu num largo cortado de jurumbevas próximo a Rua das Casinhas (hoje Rua General Osório).

….. ……………Foto de Carlos Gomes quando jovem.

1859 – Viagem ao Rio de Janeiro e ingresso no Conservatório, onde estuda composição.

Acima tem-se a partitura da 1a. obra do maestro.

1860 – Apresentação, no Rio de Janeiro, de duas cantatas de sua autoria e início de sua projeção no cenário musical.

1861 – Composição da ópera “A Noite do Castelo”, sobre argumento de Antonio José Fernandes dos Reis inspirado no poema homônimo de Antonio Feliciano de Castilho.

1863 – É levada em cena a ópera “Joana de Flandres”, com Ilbreto de Salvador de Mendonça; como pensionista do governo brasileiro segue para Milão.

1870 – Na Itália, após se tornar conhecido com as revistas musicais “Se sa minga” e “Nella luna”, estréia a 19 de março, no Teatro Scala de Milão, “Il Guarany”, cujo entrecho literário de Antonio Scaivini e Carro d’Ormeville tivera como fundamento o romance “O Guarany” de José de Alencar. Grande consagração da ópera em várias capitais européias: Moscou, Roma, Copenhague, Lisboa.


Acima foto de Adelina Peri, italiana de Bolonha, esposa do maestro.

1871 – Substitui o simples “Preludio” que havia concebido para dar início a “Il Guarany” pela “Sinfonia”, que passou à categoria de segundo hino nacional brasileiro.

1873 – Primeira apresentação, a 16 de fevereiro, no Seala de Milão, da ópera “Fosca”, com argumento de Ghisianzoni, extraído do romance “La festa delle Marie” de Luigi Capranica. Êxito relativo se o compararmos ao de “Il Guarany”.

1874 – Execução em 24 de março, no Teatro Felice de Genova, da ópera “Salvator Rosa”, com libreto de Ghisianzoni, inspirado em romance de Engenio de Mirecourt que trata da insurreição de Masaniello, em Napoles. Triunfo completo da obra, que se tornou a predileta do público italiano.

1879 – No Teatro Scala de Milão, sobe em cena, na noite de 27 de março, a ópera “Maria Tudor”, sobre entrecho literário de Em1io Praga, Zanardlni e Ferdinando Fontana, tendo por fundamento um drama de Victor Hugo. Insucesso inicial e grande êxito depois.
Homenagem ao maestro na Revista Ilustrada em 1880

1889 – Estréia no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, a 27 de setembro, da ópera “Lo Schiavo”, sobre libreto do poeta Rodolfo Paravicini, com excerto de versos de Antonio Giganti, sugerido por Visconde de Taunay. Por desavenças com o libretista, que tivera ganho de causa nos tribunais, não pode ser apresentada em premiére para o povo italiano, como desejava o compositor.

1891 – Apresentação a 21 de fevereiro, no Teatro Scala de Milão, da ópera “Condor”, depois chamada por ele mesmo de “Odaléa”, a qual teve por libretista o poeta Mario Canti. Carlos Gomes aqui se renova, iniciando um roteiro estético bem diferente do das óperas anteriores.

1892 – Execução a 12 de outubro, no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, do oratório “Colombo”, que o próprio compositor chamou de poema vocal-sinfônico, escrito para comemorar o quarto centenário do Descobrimento da América, com argumento de Albino Falanca.

Acima; última foto do maestro em vida, poucos dias antes de falecer.


A foto acima mostra o maestro morto em seu leito de morte.

1896 – Em 16 de setembro, morre de Antônio Carlos Gomes em Belém, no Estado do Pará. E cortejo fúnebre é acompanhado por 10.000 pessoas.


Em 27 de outubro de 1896 o enterro é feito no mausoléu da família Ferreira Penteado já em Campinas.

1905 – Em 02 de julho é inaugurado o monumento e túmulo ao grande artista Antônio Carlos Gomes; monumento este que passa a ser um dos marcos da cidade.


No Centro de Ciências Letras e Artes (CCLA) existe um museu com peças pertencentes ao maestro.

Tem-se no mapa abaixo os pontos principais de homenagem ao Maestro.
…………..

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